Poesias Eróticas Sahra Melihssa Poesias Eróticas Sahra Melihssa

Humm… sim…

Vem, faça o que desejas me fazer… | Amor, quero sentir bem mais profundo… | Febril saliva, leva-me a tremer… | Tesão vertendo a cada um só segundo…

Vem, faça o que desejas me fazer…
Amor, quero sentir bem mais profundo…
Febril saliva, leva-me a tremer…
Tesão vertendo a cada um só segundo…

É assim que gosto: quente e ensandecido!
Colida-o intumescido em meu sorriso
Enquanto almejo o engasgue pervertido,
Perfeita em só perder o meu juízo;

Anseio por sentir-te mais e mais…
Um jogo apenas sob um frio outubro
Secreto e vil prazer: paixões linguais…

Tão rígido, meu bem, és-me um delubro…
E rezo de joelhos: traz orgasmos!
Intenso os teus e meus ardor-espasmos…
A marca de tuas mãos, meu corpo rubro.



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Overdose

Magenta. Mil batidas imortais, | A música ressoando devagar | Enquanto os nossos corpos imorais | Transgridem a luxúria a se afogar;…

Magenta. Mil batidas imortais,
A música ressoando devagar
Enquanto os nossos corpos imorais
Transgridem a luxúria a se afogar;

Teu mar de éter tão níveo: minha boca!
Adorno-o n’um translúcido de mel
E, vês? Como preenches mi’alma oca?
Teus olhos são-me acúleos — meu cruel!

Promessa tremeluz ardentemente,
Se posso confessar-te que teu gosto
É lúbrica ambrosia incoerente,

Trazendo bel vertigem — doce gozo
Loucura n’um segundo: elã carnal!
Teu falo em minha cona: plano astral!
Magenta — cor do amor sempre disposto.



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Vontade

Lugares em algures insondáveis, | Tuas mãos que manipulam com ardor... |Se, Dono, tenho as dádivas amáveis | De estar sob teu jugo, por amor,…

 

Michael Zichy

 

Lugares em algures insondáveis,
Tuas mãos que manipulam com ardor...
Se, Dono, tenho as dádivas amáveis
De estar sob teu jugo, por amor,

Então resido à alcova do deleite,
Infindo, níveo, doce liquor forte,
Divago e me sorris, sorves do azeite
Na vulva minha e a tez que tem a sorte

Ao manto da dantesca autera essência,
A tua violência em meu prazer
Ó, fira-me, penetra-me... dolência...

Murmura... Sim... Sufoca-me p'ra ver
A lágrima que nasce só por ti,
Imploro açoite como não senti,
Assim faça ao limite eu m'envolver.

 
 
Esta obra está registrada na Câmara Brasileira do Livro, portanto está sob os termos e normas legais da Lei nº 9.610/1998 dos Direitos Autorais do Brasil. Conforme determinação legal, esta obra não pode ser plagiada, utilizada, reproduzida ou divulgada sem a autorização da autora.
 
 
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Sina

Silêncio teu, flagelas-me centrado, | Imensas mãos à tez, me carminar, | Respiras com'o abismo, acalorado | Penetras-me com teso, a dominar;…

 

Stanley M. Zuckerberg

 

Silêncio teu, flagelas-me centrado,
Imensas mãos à tez, me carminar,
Respiras com'o abismo, acalorado
Penetras-me com teso, a dominar;

Arcano enlevo, eu sim, dócil e servil,
Mantém controle de austero poder
Qu'és homem de caráter tão febril
Aos pés, que teus, me prostro sempre a arder;

Exceda-me, amor. Tua violência
Confesso ser fascínio pulcro e são
D'est'alma que revela minha essência

E vês, sucumbo a ti por opção;
A carne faz-se tórrida por mais,
Insisto, seja vil, e ouça-me os ais,
Prazer e dor, pecado-rendição.

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Veemência

Sim, sorvo a rigidez com sede intensa! | Repara o quanto sou tão dedicada! | Ordenas toda a noite, e eu já propensa, | Acato salivando e bem calada;…

Sim, sorvo a rigidez com sede intensa!
Repara o quanto sou tão dedicada!
Ordenas toda a noite, e eu já propensa,
Acato salivando e bem calada;

Sim, deito nesta alcova sempre nua
P'ra assim me atares, sádico, tecer
Tua fúria; faz no dorso marca tua,
Rotina lacrimal do meu prazer;

Não, nunca me verás amando outrem,
Anelo que me afogues sob a dor,
Somente tu, meu Dono, mais ninguém...

Dulcifera e gentil, sinta o sabor...
— Tu dizes — “Porém quero ruborar
Tua face pulcra" — e fazes, sem parar,
Sim, chore, frágil, e ame este opressor”.

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