Floresça em direção ao vivo sol…
Que o lume da manhã, o gris frescor,
Conduzem quietude ao teu lençol
De cândido conforto e tenro ardor;
Floresça sempre douta do qu’é simples
Se sob a escuridão vir a ficares
Acalma e regue as raras e absímiles
Que fazem tu’essência de mil mares;
Permita-se fanar quando preciso,
É cedo crer que não renascerás;
Adube com cautela o paraíso…
Jardim d’esta tu’alma, então serás
A lótus e o alvo lírio e a bela rosa,
E as águas, teu pomar, poema e prosa…
Silêncio-entardecer vislumbrarás.
Escrito em 23 de agosto de 2024
Pressinto as outonais aragens frias | No âmago e às janelas, devagar… | O belo movimento em pradarias | Tão símeis aos meus sonhos — meu lugar;…
Kalimba lacrimosa em noite fria: | Sonido de lamúria em languidez, | Se o toque lhe conduz e acaricia | Silêncios mui se prostram — placidez...
Floresça em direção ao vivo sol… | Que o lume da manhã, o gris frescor, | Conduzem quietude ao teu lençol | De cândido conforto e tenro ardor;...
Memórias d’estas mil alcovas lôbregas, | Perlustro os epitáfios, os semblantes, | Há brandos anjos, murchas rosas sôfregas, | À morte: Os meus silêncios lacrimantes…
Cinéreas nuvens, frio — e a quietude, | A fina chuva, o aroma: há sopa quente | Nos prédios, casas, lares: placitude; | Debaixo, em cobertores — quiescente;
Por vezes em meus sonhos turbulentos | Sentires do passado me retornam, | São como frágeis sombras, tenros ventos | Que espargem às paisagens que me ornam;…
Tu sabes que acostuma ver que o rosto | Mui gera mais encanto que meus versos? | Que o corpo…
Perpétuo Lacrimar, a solinura | É páramo de véus na cor marfim; | Ouvindo estás, meu cântico-tristura, | Enquanto a lira tange em silencim?…
Nas grotas d’uma lôbrega passagem, | A balça gris e sôfrega, que à vista, | Ornava em medo fúnebre a viagem | Aos versos d’um plangente sonurista;…