Por vezes em meus sonhos turbulentos
Sentires do passado me retornam,
São como frágeis sombras, tenros ventos
Que espargem às paisagens que me ornam;
Aspiram, porventura, um libertar
Dos dédalos tão lúgubres da mente,
Meadas opressões, vir respirar,
Na paz da superfície do presente;
Compr’endo-os à medida em que desperto,
É símil ao fitar d’um outro alguém
Qu’em lágrimas, em prece, vê-se incerto
E enseja estar no sonho d’um outrem
De modo a amanhecer n’algum instante
A ter, então, o alívio fulgurante
Do “apenas pesadelo, nada além”.
Pressinto as outonais aragens frias | No âmago e às janelas, devagar… | O belo movimento em pradarias | Tão símeis aos meus sonhos — meu lugar;…
Kalimba lacrimosa em noite fria: | Sonido de lamúria em languidez, | Se o toque lhe conduz e acaricia | Silêncios mui se prostram — placidez...
À noite, tilintam... | Entre a breve garoa; | E os brilhos longínquos, | Iguais se tilintam... | No firmamento sereno. | Tradições e esperanças: | Tesouros de vida,…
Floresça em direção ao vivo sol… | Que o lume da manhã, o gris frescor, | Conduzem quietude ao teu lençol | De cândido conforto e tenro ardor;...
Memórias d’estas mil alcovas lôbregas, | Perlustro os epitáfios, os semblantes, | Há brandos anjos, murchas rosas sôfregas, | À morte: Os meus silêncios lacrimantes…
Cinéreas nuvens, frio — e a quietude, | A fina chuva, o aroma: há sopa quente | Nos prédios, casas, lares: placitude; | Debaixo, em cobertores — quiescente;
Por vezes em meus sonhos turbulentos | Sentires do passado me retornam, | São como frágeis sombras, tenros ventos | Que espargem às paisagens que me ornam;…
Tu sabes que acostuma ver que o rosto | Mui gera mais encanto que meus versos? | Que o corpo…
Nas grotas d’uma lôbrega passagem, | A balça gris e sôfrega, que à vista, | Ornava em medo fúnebre a viagem | Aos versos d’um plangente sonurista;…