Enquanto seus mórbidos passos se arrastavam no jardim, deixava seu rastro de piche. Do que era feito? Não se sabe. Sangue ou seiva, chorume talvez — tinha odor de dama-da-noite. E o longo vestido, úmido, cor de escuridão-azúlea, estava ornado com ouro-bronze lapidado em acúleos, como o caule seco d’uma rosa rubra. E, em seu pescoço, uma jóia do mesmo material; igualmente lapidada em adornos pontiagudos, parecia segurar seu crânio sobre o pescoço franzino. Era de beleza núrida e terrível.
A lágrima negra morria em seus lábios profundamente violáceos. Um pranto imortal, merencório como a chuva gris no entardecer...