Sou última nascida em sangue e cinzas
Carrego a carapaça de osso e fúria,
Amálgama d’outrora em boas-vindas
À Vila Séttimor em sua lamúria;
Queria eu me olvidar, mas a lembrança
É símbolo da vida atemporal,
Em todos cá resiste uma esperança
Que nunca sentirei assim, vestal...
As sete mortes sei que a mim virão
E tenho de o facínora encontrar,
Jamais eu lhe darei qualquer perdão!
Se vim à Séttimor com tal olhar
Cravado na memória, há um motivo...
Dos órgãos meus, perfume efusivo...
Naquele grã-Castelo há de habitar.
Sou última nascida em sangue e cinzas | Carrego a carapaça de osso e fúria, | Amálgama d’outrora em boas-vindas | À Vila Séttimor em sua lamúria;…
Que sempre, se pudesse, aqui ficar | Os tempos tão felizes de Natal… | As luzes, os docinhos, o aquietar… | E todo o amor que surge cordial…
Balão festivo, alegra o entardecer! | Refulge níveo e vai no sopro-vento; | Menina que o observa a perceber | Que o escuro vem estranho e nevoento…
Perfeito, o Teatro — e nele a decadência | As máscaras são telas luminosas | Personas em suas tantas aparências | Roteiro de ventura confragosa;…
A névoa do passado é melancólica | Lembranças d’este outrora se dispersam: | O outono e sua Maçã tanto simbólica, | O inverno e a solitude que se versam…
Escrevo. Bem além do que ressinto | Ou sinto ou do que vejo. Muito mais. | Escrevo por questão da alma, do instinto, | Do sonho mais que as sombras factuais!
Nos lagos da saudade há tenro orvalho | De lágrimas nativas do meu ser… | Oníricas venturas são-me atalhos | P’ra sôfrega distância combater…