Sonura de Natal
Que sempre, se pudesse, aqui ficar
Os tempos tão felizes de Natal…
As luzes, os docinhos, o aquietar…
E todo o amor que surge cordial…
Seria um doce sonho ao coração
Que hesita n’este mundo amargurado
E afaga-se em cuidado e mansidão
Mantendo-se em espera — imaculado…
Minh’alma tanto se é sentimental,
Pois chora no findar dos ventos tais
Rogando ser eterno o sazonal…
Mas sabe que o gengibre e as catedrais,
E as nozes mui crocantes, as cerejas…
E o amor, perdurarão — assim se enseja
No cerne, tal as frutas em cristais.
Querida Lilaen, o mundo silente convida-me ao infinito dos teus olhos. Embora eu não possa ouvir tua voz, sei que ela é doce como mel…
Mariê Aloe despertara na aurora morna daquele verão recém-chegado; sentia-se enjoada e melancólica. Pousou suas mãos em alguns limões…
À noite, tilintam... | Entre a breve garoa; | E os brilhos longínquos, | Iguais se tilintam... | No firmamento sereno. | Tradições e esperanças: | Tesouros de vida,…
A mais valiosa caridade está na abertura para a compreensão. Compreender seus…
Abraça-me que a chuva cai | Pacífica em gotinhas, vês? | Que a noite quente agora vai | Zelar por nós mais uma vez;…
Luzes quentes cintilam dentro de lares cujo amansar de dezembro sorri gentil. Há neve lá fora…
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica-Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. A sua arte é o seu pertencente recôndito e, nele, a autora se permite inebriar-se em sua própria, e única, literatura.
Que sempre, se pudesse, aqui ficar | Os tempos tão felizes de Natal… | As luzes, os docinhos, o aquietar… | E todo o amor que surge cordial…