Laços de Verão
Abraça-me que a chuva cai
Pacífica em gotinhas, vês?
Que a noite quente agora vai
Zelar por nós mais uma vez;
Presentes n’arvorinha e luzes
Regados por lembranças puras,
Livrando do pesar das cruzes,
Brindando a nós as grandes curas;
Noss’alma lacrimeja tanto
E os olhos vertem grand’encanto.
Aquieta-me na santa prece!
Sossega-te no afago calmo
Que canto, n’esta aurora, o salmo
Que guia e a paz tão mais floresce.
Querida Lilaen, o mundo silente convida-me ao infinito dos teus olhos. Embora eu não possa ouvir tua voz, sei que ela é doce como mel…
Mariê Aloe despertara na aurora morna daquele verão recém-chegado; sentia-se enjoada e melancólica. Pousou suas mãos em alguns limões…
À noite, tilintam... | Entre a breve garoa; | E os brilhos longínquos, | Iguais se tilintam... | No firmamento sereno. | Tradições e esperanças: | Tesouros de vida,…
A mais valiosa caridade está na abertura para a compreensão. Compreender seus…
Abraça-me que a chuva cai | Pacífica em gotinhas, vês? | Que a noite quente agora vai | Zelar por nós mais uma vez;…
Luzes quentes cintilam dentro de lares cujo amansar de dezembro sorri gentil. Há neve lá fora…
Escritora e Poetisa, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sou Anfitriã do projeto Castelo Drácula e minha literatura é rara, excêntrica e inigualável. Meu vocábulo é lapidado, minha literatura é lânguida e mágica, dedico-me à escrita há mais de 20 anos e denomino-a “Morlírica”. Na alcova de meu erotismo, exploro o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo meus leitores em um imersivo deleite — apaixonada pelo tema, criei Lasciven para publicar autores que compartilham dessa paixão. No túmulo de meus escritos, desvelo um terror, horror e mistério ímpares, cheios de profundidade psicológica e de poética absurda — é como uma valsa com a morte. Ler-me é uma experiência, uma vivência para além da leitura em si mesma; e eu te convido a se permitir fascinar.
Que sempre, se pudesse, aqui ficar | Os tempos tão felizes de Natal… | As luzes, os docinhos, o aquietar… | E todo o amor que surge cordial…