Sina

Silêncio teu, flagelas-me centrado, | Imensas mãos à tez, me carminar, | Respiras com'o abismo, acalorado | Penetras-me com teso, a dominar;…

 

Stanley M. Zuckerberg

 

Silêncio teu, flagelas-me centrado,
Imensas mãos à tez, me carminar,
Respiras com'o abismo, acalorado
Penetras-me com teso, a dominar;

Arcano enlevo, eu sim, dócil e servil,
Mantém controle de austero poder
Qu'és homem de caráter tão febril
Aos pés, que teus, me prostro sempre a arder;

Exceda-me, amor. Tua violência
Confesso ser fascínio pulcro e são
D'est'alma que revela minha essência

E vês, sucumbo a ti por opção;
A carne faz-se tórrida por mais,
Insisto, seja vil, e ouça-me os ais,
Prazer e dor, pecado-rendição.

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Veemência

Sim, sorvo a rigidez com sede intensa! | Repara o quanto sou tão dedicada! | Ordenas toda a noite, e eu já propensa, | Acato salivando e bem calada;…

Sim, sorvo a rigidez com sede intensa!
Repara o quanto sou tão dedicada!
Ordenas toda a noite, e eu já propensa,
Acato salivando e bem calada;

Sim, deito nesta alcova sempre nua
P'ra assim me atares, sádico, tecer
Tua fúria; faz no dorso marca tua,
Rotina lacrimal do meu prazer;

Não, nunca me verás amando outrem,
Anelo que me afogues sob a dor,
Somente tu, meu Dono, mais ninguém...

Dulcifera e gentil, sinta o sabor...
— Tu dizes — “Porém quero ruborar
Tua face pulcra" — e fazes, sem parar,
Sim, chore, frágil, e ame este opressor”.

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