Jamais imaginei te carregar
Na forma e substância d’esta mágoa,
No peito que se assola por lembrar,
Rendido ao desalento e morto em frágua…
Não mera, a solidão, vai torturando…
De ti que outrora esteve aqui tão perto…
Insisto em questionar, mas até quando?
Os olhos teus na tela assolam certos…
Tão certos d’esta tua indiferença,
Afirmam-me teu riso sem saudade…
Embriago-me da tua malquerença…
No excesso a overdose que me invade…
Teu jeito que desprezo, mas amei…
Mi’a raiva qu’era chama… apaguei…
Em cinzas fico sob a tua vaidade.
Do vinho que deixaste na tua ausência | Recordo-me do gole, seco e rubro… | Da amarga nicotina em decadência | Do beijo que me deste em triste outubro…
Eclipsar esta sujeição tu pretendes? | Ilusão de que na prece te acalmarás | Da nulidade perpétua que entendes | Ser a única entidade que amarás? | Dê-lhe o corpo viril que te ascendes…
Translúcidas as flores espectrais | N’um rosa-gris perpétuo adamantino; | Mi’a lacrima é um orvalho-nunca-mais, | Deságua sob o manto vespertino...