Tocar-me o dorso aquece-me e, talvez,
Nas flébeis amarguras de meu ser
Resida algum remanso em lucidez
‘vivado pelo afago ao noutecer…
Mãos tuas, régias, ásperas, amante
Dedicam-se tal como o mar à lua
E sabe ser intenso e confortante
À tez que sempre treme a ti tão nua;
Carícias me conduzem à brandura
E leves os meus olhos vão cerrando
Vigília se amainando à conjuntura
Que tanto me conforta apaziguando
E logo pouco importa os meus horrores,
Quaisquer que sejam minhas as vis dores,
Um toque teu tão só me vem curando.
Sorinne, apressada, adentrou a biblioteca pensativa; não queria ter assustado sua adorável…
— Por que rosas? — Indagou Lord Mauror. Aruahlis caminhava devagar pelo jardim enquanto tocava com ternura as pétalas…
Amar d’infindas formas, amar…| E verte o meu amor como o mar | Querendo aos seres todos…
Tenaz opus sonda e cura, | O agravo do agora se cala, | Exornas-me a grã tristura, | Um gesto de benquerença…
Tocar-me o dorso aquece-me e, talvez, | Nas flébeis amarguras de meu ser | Resida algum remanso em lucidez | ‘vivado pelo afago ao noutecer…