The Violin Student (1891), por Stephen Seymour Thomas (1868 - 1956)
Tenaz opus sonda e cura,
O agravo do agora se cala,
Exornas-me a grã tristura,
Um gesto de benquerença
Que, pêsame, cor de opala
Análoga à sepultura
Por onde o violino avença
No amar-te que assim m’embala
Anseias-me na partitura.
Escarpa, os olhinegros cravar,
E a treva do abismo tu vês
Que sou, mas vens afinar
Portento opimo só teu
Abeiro-me em calidez
Cortejas-me no aurorar
Dos sóis do solo imo meu
Enfloro-me em languidez
E luro-me em teu firmar.
Se liro assim intrincada
Estimo quem és, me enlaço,
Mãos tuas, aprumo, enseada
Das águas do pranto lasso
De estar, pois, apaixonada.
Teu timbre compõe-me o ser
Portanto, que amanteigado,
O afeto e meu bem-querer
Aspiro o vir compassado
Afago teu âmago a arder.
E sendo já o anoitecer
Vibrando-nos resplendor
A aliança a me conceder
Vertendo-te ao seio-rubor.
Amar d’infindas formas, amar…| E verte o meu amor como o mar | Querendo aos seres todos…
Tenaz opus sonda e cura, | O agravo do agora se cala, | Exornas-me a grã tristura, | Um gesto de benquerença…
Encontro o brilho deste olhar que tens | No rumo qual caminho nesta vida | E como estrela-guia, ó!, tu me vens | Destrói-me a triste angústia tão sustida;…
Tens a beleza d'esta chuva | Trazes frescor e bom abrigo | De vida, flora, verde-uva, | Tens uno amor para comigo; | Perfume teu é rio de luzidio | Que como véu às terras úmidas…
Limiares d’uma vasta imensidão | Indagações à vida, impertinentes, | Traços de indolência em infusão | Alegorias aquém, inconscientes…
Anil do teu sorriso cristalino, | Um mar, que azul-mirtilo, me acalenta, | Minh’alma azulescida* em teu destino | É doce, pois te amar me fundamenta; ...