Magenta. Mil batidas imortais,
A música ressoando devagar
Enquanto os nossos corpos imorais
Transgridem a luxúria a se afogar;
Teu mar de éter tão níveo: minha boca!
Adorno-o n’um translúcido de mel
E, vês? Como preenches mi’alma oca?
Teus olhos são-me acúleos — meu cruel!
Promessa tremeluz ardentemente,
Se posso confessar-te que teu gosto
É lúbrica ambrosia incoerente,
Trazendo bel vertigem — doce gozo
Loucura n’um segundo: elã carnal!
Teu falo em minha cona: plano astral!
Magenta — cor do amor sempre disposto.
Magenta. Mil batidas imortais, | A música ressoando devagar | Enquanto os nossos corpos imorais | Transgridem a luxúria a se afogar;…
Lugares em algures insondáveis, | Tuas mãos que manipulam com ardor... |Se, Dono, tenho as dádivas amáveis | De estar sob teu jugo, por amor,…
Silêncio teu, flagelas-me centrado, | Imensas mãos à tez, me carminar, | Respiras com'o abismo, acalorado | Penetras-me com teso, a dominar;…
Sim, sorvo a rigidez com sede intensa! | Repara o quanto sou tão dedicada! | Ordenas toda a noite, e eu já propensa, | Acato salivando e bem calada;…
Vem, faça o que desejas me fazer… | Amor, quero sentir bem mais profundo… | Febril saliva, leva-me a tremer… | Tesão vertendo a cada um só segundo…