O fruto suculento aos lábios meus…
Amável, tanto cítrico, doçura
De sumo, assim, sublime; que aos museus
Seria, bem decerto, uma obra pura…
Orgânico, porém, não poderia
Ficar longe d’um vivo paladar,
Rosado, orbicular, vês? Quem diria?
Que pude degustá-lo e, então, amar…
E amei, na intensidade mais vestal…
Rostindo, com carícias, fruição…
No entanto, que tristura, é sazonal…
E adeus me dera em cálido verão,
Beirando, pois, de março, as grandes chuvas
Faz tempo que o troquei por méleas uvas,
Mas é setembro e sei que voltarão.
Escrito em 7 de setembro de 2024
Escaldas, Sol, de modo pálido | Melódicos sons de calada, | Fervendo-me o âmago cálido | A lágrima minha é brumada; | ‘Que queres de mim, ó sazão!…
Há de chover hoje, à tarde, | Este sopro tão tenro segreda | Cá o sol pobrezinho não arde | Seu adeus gradativo arvoreda; | Ó azul melancólico, cante! | As nuvens se unem, me basta…
Doce noite tão soturna canta | Como o flúmen verte o pranto santo | Mui serena aquece em negra manta | Doce noite... tenra... triste encanto... | Leva sonhos para o lado escuro…
O Sol, um ponto pálido no céu | Azúleo-gris, opaco e tão brumoso; | Pinheiros, névoa negra como um véu… | N’orvalho d’um dilúculo moroso;…