Ó! três flores garbosas
De seis flores colhidas,
Sois as mais morosas
Nas nove jarras, findas;
S’em doze arbustos vinha
Regar de quinze prantos
Os caules todos n’uma linha,
O verso de dezoito lânguos;
Vinte e uma dores partidas
Vinte e quatro fés ardidas
Paixão profunda e frágil;
Pois há de ver-se doloridas
Vinte e sete pétalas jazidas
Nas retinas em naufrágio.
Criei a palavra “lânguos” para representar a união de três outras palavras: Lânguido, Lôbrego e Lágrima.
Escaldas, Sol, de modo pálido | Melódicos sons de calada, | Fervendo-me o âmago cálido | A lágrima minha é brumada; | ‘Que queres de mim, ó sazão!…
Há de chover hoje, à tarde, | Este sopro tão tenro segreda | Cá o sol pobrezinho não arde | Seu adeus gradativo arvoreda; | Ó azul melancólico, cante! | As nuvens se unem, me basta…
Doce noite tão soturna canta | Como o flúmen verte o pranto santo | Mui serena aquece em negra manta | Doce noite... tenra... triste encanto... | Leva sonhos para o lado escuro…
O Sol, um ponto pálido no céu | Azúleo-gris, opaco e tão brumoso; | Pinheiros, névoa negra como um véu… | N’orvalho d’um dilúculo moroso;…