Saudade
Nos lagos da saudade há tenro orvalho | De lágrimas nativas do meu ser… | Oníricas venturas são-me atalhos | P’ra sôfrega distância combater…
Queridos leitores
Esta é a minha primeira Sonura Posterata. Com imenso carinho desejo que a leitura lhes seja aprazível e que a estreia da Póstera seja marcante. Sintam-na em seus significados mais intuitivos e que a saudade que grita em seus corações, possa se preencher de sentido durante a leitura.
Nos lagos da saudade há tenro orvalho
De lágrimas nativas do meu ser…
Oníricas venturas são-me atalhos
P’ra sôfrega distância combater…
Versículo d’ausência na escritura
Murmura-me as vis mágoas da lembrança,
Esculpo a fronte tua — em minh’agrura —
No mármore de dor e temperança…
Clamando ao teu revir — rezo exaurida…
A dádiva que aos astros eu mendigo
Enquanto calcifico-te à mi’a vida…
Privei-me à calidez, meu frio jazigo
‘rrefece-me as artérias langorosas,
Que mórbida fortuna, assim danosa…
Empulha da paixão que em ti persigo…
Contudo é verossímil certo fado
De horror, temor — estranho e tão calado…
Quiçá me aquerencie ao mor perigo:
Perder-te para o tempo desalmado.
Nos lagos da saudade há tenro orvalho | De lágrimas nativas do meu ser… | Oníricas venturas são-me atalhos | P’ra sôfrega distância combater…