'Alone in the World', Jozef Israëls, 1878
Na âncora anfêmera
Há tempos estática
Fiz-me uma ínsula
Meu céu é translúcido
Longínquo observo
Sangra a chuva em torrente
Se alastra o declínio
Na atmosfera de outrem
Às suas ínsulas sucumbidas
Na âncora anfêmera
Não há tempo
E de tão constante
Exausta está a comoção
Enquanto corpos isolados
Esquecem do calor
Cuja aproximação, e só ela,
Saberia lembrar.
Pressinto as outonais aragens frias | No âmago e às janelas, devagar… | O belo movimento em pradarias | Tão símeis aos meus sonhos — meu lugar;…
Kalimba lacrimosa em noite fria: | Sonido de lamúria em languidez, | Se o toque lhe conduz e acaricia | Silêncios mui se prostram — placidez...
À noite, tilintam... | Entre a breve garoa; | E os brilhos longínquos, | Iguais se tilintam... | No firmamento sereno. | Tradições e esperanças: | Tesouros de vida,…
Floresça em direção ao vivo sol… | Que o lume da manhã, o gris frescor, | Conduzem quietude ao teu lençol | De cândido conforto e tenro ardor;...
Memórias d’estas mil alcovas lôbregas, | Perlustro os epitáfios, os semblantes, | Há brandos anjos, murchas rosas sôfregas, | À morte: Os meus silêncios lacrimantes…
Cinéreas nuvens, frio — e a quietude, | A fina chuva, o aroma: há sopa quente | Nos prédios, casas, lares: placitude; | Debaixo, em cobertores — quiescente;
Por vezes em meus sonhos turbulentos | Sentires do passado me retornam, | São como frágeis sombras, tenros ventos | Que espargem às paisagens que me ornam;…
Nas grotas d’uma lôbrega passagem, | A balça gris e sôfrega, que à vista, | Ornava em medo fúnebre a viagem | Aos versos d’um plangente sonurista;…