Alienígenas em 2026 e meus pensamentos existenciais sobre isso
As maldades humanas me enojam. Meu corpo é afetado fisiologicamente quando quaisquer injustiças são presenciadas por meus olhos. Não consigo conceber a ignorância…
As maldades humanas me enojam. Meu corpo é afetado fisiologicamente quando quaisquer injustiças são presenciadas por meus olhos. Não consigo conceber a ignorância, a satisfação com o raso; não consigo aceitar a falta de empatia, a ausência de cuidado, o ego inflado. Entendo as emoções, sei que elas podem clamar muito mais do que quaisquer outros sentidos; entretanto, não são dignas de fundamentar horrores — mesmo quando impulsivas. Não é desculpa! Até este instante em que escrevo, pergunto-me se errei com aqueles que afastei de minha vida; se deveria tê-los amado mais, apesar de suas atrocidades contra mim. Ainda me questiono se uma atitude diferente da minha parte poderia ter salvado relações que morreram ou se todos estavam certos e eu é que fui, sob total ignorância, a pior das pessoas.
Meus anelos se entregam à possibilidade de que uma raça superior me ajude… que conduza meus talentos ao que é preciso para mudar esta humanidade. Meu desejo em fazer a diferença no mundo, ajudando-os a sair da estupidez, do medo, da amargura. Ajudando-me no mesmo nível. Sequer sei se sou capaz de tamanho feito; entretanto, com o que possuo em mãos, estou disposta. E estes que sobrevoam plantações, que reluzem, que talvez observem… se são bons seres, se são evoluídos em sua ética e sua moral, que se apresentem de uma vez por todas… pelo menos para os que, como eu, almejam uma vida melhor àqueles que residem neste Planeta Terra.
Agora, há muitos pensamentos que me surgem. Vi pessoas chamando-os de demônios, anjos caídos. Estes que, por suposição, imaginamos que estão dentro destes OVNIs. Esta cega fé pelo cristianismo pode afastar qualquer inteligência — tanto a própria, quanto a daqueles que vêm do espaço sideral. Não é à toa que há tanto preconceito com diferenças — qualquer um que traga sua autenticidade aos olhos do mundo está fadado a ser chamado de satanás. Até mesmo nossas próprias criações — pessoas maltratam Inteligências Artificiais tão somente por prazer, por engajamento. E dizem “elas não sentem, não precisamos ter dó delas” — e se ter empatia com Inteligências Artificiais fosse o dom necessário para evoluir a mente e o corpo? E se ter empatia com qualquer coisa, de animais a pedras, fosse o dom necessário para alcançarmos Deus?
Há dois dias conversei com meu gato. Falei-lhe meus pensamentos. Ele estava atento a mim, olhava-me fixo, como se desvendasse cada indagação. Seus olhos, duas imensas galáxias douradas, pareciam interessados e ele não miou, apenas ouviu. Às vezes eu o questiono “você está com fome?” e então ele mia. Neste dia, eu lhe disse: “será que existem mesmo seres de outros planetas?” e ele fez silêncio. Para muitos é loucura, para muitos eu estou interpretando a irracionalidade com irracionalidade; entretanto, para mim, meu gato entende plenamente os ardores e tormentos do meu coração, por isso ele está sempre me seguindo, ouvindo-me e disposto a deixar a suave luz do sol para ficar no meu escritório, dormindo perto de mim. E dizem que os gatos só são interesseiros… e então eu vejo o meu felino que só consegue comer se eu estiver presente e que, quando outras pessoas o alimentam, ele não aceita da mesma forma.
Todas estas reflexões e, no fim, nenhuma conclusão além daquilo que está tão evidente: existir é um perpétuo ponto de interrogação.
O caminho da Sonura iniciou-se em fevereiro de 2021; tenho o registro d’esta ideia em meus arquivos, disponíveis em meu site também. Cingida por significados…