Poesias, Sonuras, Vampiros Sahra Melihssa Poesias, Sonuras, Vampiros Sahra Melihssa

Sede Profunda

Sangrando o coração em minhas mãos, | A carne carmesim desentranhada, | O sândalo do horror enquanto sãos…

Sangrando o coração em minhas mãos,
A carne carmesim desentranhada,
O sândalo do horror enquanto sãos
Olhavam-me co'a fronte embasbacada!

Ouviram dos vitrais o berro alto,
Clamaram por amparo às redondezas,
A noite era negrume em céu cobalto
Vidrando os olhos meus em sordidezas;

Assim talaram todo umbral em drama
Enquanto a negra sede já cessada
Poder de morte deu-me à minha flama;

A seiva que ebulia, eu transmutada
Em pássaro corvino à rama estéril,
Rompi pelas fenestras, abalada,
À tempo em retornar ao cemitério.



Leia mais