Às Sombras de Scar Narcht, Canto de nº II

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa

Respiro-te alvo e vejo escuro o céu
Angústia e voz-silêncio pressentindo
Um sonho ou pesadelo, o vento, o véu
Da morte assim tão bela confundindo;

Nenhuma lua — vedes? Quão sombrio
Teus olhos na calada em verso pulcro
As presas e os murmúrios — arrepio
Deleito-me do horror, meu triste fulcro;

O sangue símil lembra-me das rosas
E as rosas tão singelas e sedosas
Se murcham são negrume carmesim

E então os pobres ínfimos espinhos
Definham sem calor e tão sozinhos
Igual eu sinto após teu beijo em mim.

Sahra Melihssa

Escritora e Poetisa, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sou Anfitriã do projeto Castelo Drácula e minha literatura é rara, excêntrica e inigualável. Meu vocábulo é lapidado, minha literatura é lânguida e mágica, dedico-me à escrita há mais de 20 anos e denomino-a “Morlírica”. Na alcova de meu erotismo, exploro o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo meus leitores em um imersivo deleite — apaixonada pelo tema, criei Lasciven para publicar autores que compartilham dessa paixão. No túmulo de meus escritos, desvelo um terror, horror e mistério ímpares, cheios de profundidade psicológica e de poética absurda — é como uma valsa com a morte. Ler-me é uma experiência, uma vivência para além da leitura em si mesma; e eu te convido a se permitir fascinar.

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